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Nome: Marcus Túlio
Nasci em: 22/12/86
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[Segunda-feira, Outubro 26, 2009]

A confusão que assola minha mente é a confusão do amor partido e do amor inacabado. O novo que luta incessantemente para derrubar o velho com suas graças e seu jeito moleque penetra, aos poucos, nas memórias e nos desejos. O amor novo não sabe que o velho não sumiu. Pelo contrário, ele está ali sempre nas profundezas da mente esperando como um vulcão para, a qualquer momento, entrar em erupção. O novo conquista, novidades são sempre bem vindas. O velho é a tradição, é o que todos esperam manter e ficar até que um novo padrão se estabeleça. O novo mesmo com todo seu vigor se mantem no limiar, não tendo pressa em ultrapassar todos os limites, se mantendo firme em sua decisão. O velho não tem tempo a perder, afinal grande tempo da sua vida já correu, não há mais há perder. O novo cultiva sua chance molhando os jardins, com seu sorriso selerepe. O velho já destruiu o jardim e agora tenta reconstruí-lo, plantando as sementes e esperando o que pode vir a colher dos frutos. Mesmo sem se conhecerem, o novo e o velho nunca podem habtar, juntos, o mesmo lugar. Sem se conhecerem, eles travam uma guerra, violenta, silenciosa. O final dessa batalha não está decidido, pois tanto o amor novo quanto o amor velho disputam um mesmo objetivo que se enjoa facilmente de tudo. Quanto tempo duraria o novo e o velho? Um ano, um mês? Por que não acreditar que toda a vida?

por Marcus * 10:11 PM * Comentários:

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[Domingo, Outubro 25, 2009]

Talvez o que eu sinta seja mesmo o medo. Imaginar o momento em que 2 become 1.
Talvez o medo seja na verdade insegurança. Imaginar ser abandonado depois de tudo que pode acontecer.
Talvez o abandono me leve à solidão. Imaginar o mundo te olhando como se você não fosse ninguém.
Talvez o futuro de ser ninguém me faz parar com tudo isso.
Imaginar o futuro que não sabemos com exatidão.
Para que imaginar?
Ter dúvidas?
Hum...
Não!

por Marcus * 6:09 PM * Comentários:

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[Sábado, Agosto 29, 2009]

Há coisas que surpreendem por serem novas. Há outras que surpreendem por serem loucas. Há coisas que acontecem que te deixam perplexo. Há momentos que trazem memórias. Há mistérios que te deixam na dúvida. Há tristezas que nos faz querer sumir. Há aquelas que fazem chorar. Há a noite em que se faz novos amigos. Há os dias em que se destroem uma história. Há também os beijos calientes da aurora.
Há tantos caminhos da vida. Há muitos brilhos sem cor. Há muitos sabores. Há muitas escolhas. Há tantos amores. Há palavras. Há aromas. Há percalços. Há fome. Há cores. Há circo. Há atores. Há vida.
Há há há

por Marcus * 3:01 PM * Comentários:

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[Domingo, Agosto 23, 2009]

Tem hora que a única vontade que tenho é jogar tudo pro ar. Ver as coisas voando, sem direção certa, em camera lenta como se fosse um filme. Desejaria eu mesmo estar voando, subindo, subindo, sem precisar chegar em lugar algum. E não consigo parar de voar, com pensamentos bons em minha cabeça, como no Peter Pan.

O que será de um futuro infeliz?

por Marcus * 7:09 PM * Comentários:

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[Quinta-feira, Agosto 13, 2009]

Parece que aquele velho desejo de anos anteriores resolveu ressurgir. A vida parece que caminha como um pêndulo, com oscilações que vão do topo ao mais baixo possível, mas seria um pêndulo inverso: ao invés de demorar no pico, é nele que passa mais rapidamente. Momentos simples não fazem a vida, ajudam a construir, é verdade, mas a vida é feita dos momentos demorados, aqueles que são tediosos e violentos. Quando se pensa em momentos bons, o que vem a mente primeiro? Não são coisas do nosso dia a dia, são momentos. Só imagens estáticas de um acontecimento. Será que nossa vida não deveria ser igual a um pêndulo?
É como se tudo estivesse escorrendo nas areias do tempo, quando o fim chega, a gente reinicia tudo novamente. Gira, escorre, gira, escorre. De vez em quando a areia insiste em demorar e, apressados que somos, já viramos ela novamente, porque precisamos do tempo. O tempo que pinga, escorre. Tempo... Será que existe mesmo o tempo ou tudo é uma questão de ciclos e giros?

por Marcus * 9:52 PM * Comentários:

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[Segunda-feira, Agosto 03, 2009]

Ontem tentei beber aquilo que restava, buscar novamente o sabor de tudo que tinha acontecido. Lembrar de cada golada que eu tomei de você, cada toque de lábio no copo para lembrar como era o seu beijo, saborear cada parte de você como eu tinha aproveitado. Sabia que já tinha passado da época, mas mesmo assim ainda tentei dar uma chance, o sim ou não definitivo. Tentei uma, duas, três vezes até. Mas percebi que não havia outro jeito. Era o fim. E virei tudo de ponta cabeça, vendo o líquido negro escorrendo pela pia, deixando espumas fermentadas e marcas por todo lado. Aquela foi a minha libertação, ao menos momentaneamente, de você. Enquanto eu via escorrendo aquele gosto estragado, senti-me como se aquela cena representasse o último suspiro de tudo que aconteceu conosco. Foi o fim, que será reaproveitado.
(A cerveja escura estragada foi jogada fora e sua garrafa será reciclada).

por Marcus * 2:15 PM * Comentários:

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[Segunda-feira, Julho 13, 2009]

Hoje eu vejo que, apesar de passar o tempo, eu não cresço. Permaneço naquela mentalidade infantil de achar que o que eu faço é o certo e ponto final. Tentar mudar para quê?
Pensei por muito tempo que certas situações eram inexistentes, quais os motivos que levariam a pensar dessa forma, o que acontecia realmente. Hoje consigo compreender aquilo que para mim era difícil, pois nunca havia passado por isso.
Há coisas que não podemos controlar ou simplesmente jogar fora. Temos que conviver. E tudo remete ao amor. Ou seria paixão? Desejo e posse?
O que nos escapa, entretanto, pode não ter voltar. E sua volta pode ser ainda mais dolorosa do que a perda. E o vai-e-vem desse caminho pode se tornar inconfundivelmente tenebroso.

por Marcus * 10:44 PM * Comentários:

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[Quinta-feira, Junho 11, 2009]

Enquanto estavam no bar, tudo parecia normal. Para quem olhasse de longe, parecia que ali nada acontecia, apenas um papo com degustações. Para quem prestasse um pouco mais de atenção veria que na verdade aquilo era um encontro. De duas pessoas que se conheciam a somente um dia, sabendo pouco, ou quase nada, sobre a vida uma da outra. Eram poucas palavras, incompreendidas, que pouco se escutavam. Ou que muito gostariam de dizer. E aquilo que começou tranquilo, avançou, aos poucos, a troca de carinhos, com a mão se tocando, significados adquiridos apenas naquele instante, por baixo dos panos. O medo do desconhecido superava o desejo, o lugar desconhecido, de ambas as partes. Aquele momento, poderia ser apenas mais um dia naquele bar, pessoas que são sempre as mesmas para quem lá trabalha. A saída, triste, já denunciava que o dia já estava chegando ao fim, que a hora de se separarem de novo já estava ali na esquina. Isso, no entanto, não impediu que selassem aquele momento, rapidamente. As mãos que se encostavam, e que desejavam estar juntas, e que se repeliam e se atraiam como polos de um imã. E enquanto se dirigiam para se distanciarem, as mãos, baixas, se cruzavam. A separação foi simples. Um abraço. Depois, uma saudade. E hoje, uma triste realidade.

por Marcus * 11:35 PM * Comentários:

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[Sábado, Maio 23, 2009]

I may cry. I could try to hide. I can pretend that I don't care. Every word that don't came out, it's the word that hurt me inside. At each step of the day, my head is in other place, another moment. I think of you. Yes, it's true. And this damn thought is pushing me to the past, don't letting me go ahead, flowing naturally. My skin is cold, but my heart is still warm. What the people see in front of their eyes is just a frozen shell to what lies deep, so deep that they give up before they could reach the real thing. In front of our eyes we only see an object. We couldn't see other frequencies of the universe. Now I'm writing this because I discover that you was my only true love. I believe that if we really loved someone, we never forget, we don't need to possess memories. The feeling is all that rest, and It could last forever. I know that maybe we never see each other again, I know that I'm writing this for myself and you don't even know the existence of this. This is my private place. And I wanted that you could be there with me.
Te quiero mucho.

por Marcus * 11:43 PM * Comentários:

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[Domingo, Maio 10, 2009]

Eu ainda me impressiono comigo mesmo como posso, ao mesmo tempo, ser cruel e amigável. Há dois lados de mim que se sobrepoem e se mantém firmes, ao mesmo tempo que travam uma batalha interna. Posso simplesmente ignorar pessoas que conheço a muito tempo, porque estou de bode no dia, e posso amar a pessoa que conheci em apenas 1 hora. Momentos de uma mesma aventura, uma noite, uma vida regada a nada, ou a tudo. Amores distantes, amores próximos, pensamentos conflitantes, dúvidas. Penso que é um mal meu necessário, na verdade (des)necessário, sorrisos e facetas. Contudo, as conversas fluem como se fossem coisas cotidianas, pessoas que se conhecem, mas na verdade estão se vendo pela primeira vez. E assim, continua a vida, passando, levando, fingindo, rindo. E com seu fim antes mesmo de seu início.

por Marcus * 11:53 PM * Comentários:

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